Ciganos e sua história

Os ciganos sempre nos fascinam com suas histórias e jeito diferenciado de ser. Nesse texto abaixo um pouco sobre sua hístoria. Fonte de referência Wikipedia

O termo cigano e a questão de sua origem geográfica

O termo em português “cigano” (assim como o espanhol gitano e em inglês gypsy) é uma corruptela de egípcio, aplicado a esse povo pela crença errônea de que seriam provenientes do Egito. No século XVIII, o estudo da língua romani, própria dos ciganos, confirmou que se tratava de uma língua indo-ariana, muito similar ao panjabi e ao hindi ocidental. Isso demonstrou que a origem do povo rom está no noroeste do Subcontinente Indiano, na zona em que atualmente fica a fronteira entre os estados modernos de Índia e Paquistão. Esse descobrimento lingüístico acabou sendo também respaldado por estudos genéticos. É provável que os ciganos originaram-se de uma casta inferior do noroeste da Índia, que, por causas desconhecidas foi obrigada a abandonar o país no primeiro milênio d.C.

Origens lendárias

A origem do povo rom foi objeto de todo tipo de fantasias. Foram considerados descendentes de Caim, ou relacionados com a estirpe de Cam. Algumas tradições os identificam com magos caldeus da Síria, ou com uma tribo de Israel fugida do Egito faraônico. Uma antiga lenda balcânica os faz forjadores (ou ladrões) dos pregos da cruz de Cristo, motivo pelo qual teriam sido condenados a errar pelo mundo, se bem que não há qualquer evidência que situe aos ciganos no Oriente Médio nessa época.

Primeiro movimento migratório do século X

Os estudos genéticos e lingüísticos parecem confirmar que os roma são originários do subcontinente Indiano, possivelmente da região do Punjab. A causa da sua diáspora continua sendo um mistério. Algumas teorias sugerem que foram originalmente indivíduos pertencentes a uma casta inferior da sociedade indiana recrutados e enviados a lutar ao oeste contra a invasão muçulmana. Ou talvez os próprios muçulmanos conquistaram os roma, escravizando-os e trazendo-os para o oeste, onde formaram uma comunidade separada.

Esta última hipótese baseia-se no relato de Mahmud de Ghazni, que informa sobre 50 mil prisioneiros indianos durante a invasão turco-persa do Sindh e do Punjab. Por que os roma escolheram viajar para o oeste em vez de regressar para a India é outro mistério, se bem que a explicação pode ser o serviço militar sob o domínio muçulmano.

O que é aceito pela maioria dos investigadores é que os ciganos poderiam abandonar a Índia em torno do ano 1000, e atravessar o que agora é o Afeganistão, Irã, Armênia e Turquia. Vários povos similares aos ciganos vivem hoje em dia na Índia, aparentemente originários do estado desértico de Rajastão, e à sua vez, povoações ciganas reconhecidas como tais pelos próprios roma vivem, todavia, no Irã, com o nome de lúrios.

Partiram em direção à Pérsia onde se dividiram em dois ramos: o primeiro, que tomou rumo oeste, atingiu a Europa através da Grécia; o segundo partiu para o sul, chegando à Síria, Egito e Palestina. No século XII, os ciganos enfrentaram o avanço dos muçulmanos, que tentaram impor sua religião na Índia, e lutaram contra os Sarracenos por muitos séculos, inclusive durante a Idade Média.

Apesar de que as provas documentais começam a ser fiáveis só a partir do século XIV, alguns autores contemporâneos rebaixaram a data do ano 1000 e inclusive antes. Certas referências sugerem que as primeiras referências escritas da existência do povo rom são anteriores: um texto que relata como Santa Atanásia de Egina repartiu comida em Trácia a uns “estrangeiros chamados atsinagi” (do gregoΑτσίνγανος’) durante a escassez do século IX, em plena época bizantina.

Inclusive antes, nos primórdios do mesmo século, no ano 803, Teófanes o Confessor escreve que o imperador Nicéforo I, o Logóteta usa mão de obra de certos atsigani, que com a sua magia, ajudariam-no a conter uma revolta popular.

“Atsinganoi” foi um termo usado também para referir-se a adivinhadores ambulantes e ventríloquos e feiticeiros que visitaram ao imperador Constantino em 1054. Um texto hagiográfico (“Vida de São Jorge anacoreta”) refere como os “atsigani” foram chamados por Constantino IX Monômaco para ajudá-lo a limpar as fragas de feras. Mais tarde, seriam descritos como feiticeiros e malfeitores e acusados de intentar envenenar o galgo favorito do imperador. A extensão desse termo geraria os modernos substantivos tziganeZigeunerzingari e zíngaros.

Um relato histórico-lendário do século X titulado Crônica Persa, de Hazma de Ispaham, menciona a certos músicos solicitados ao rei da Índia, aos que chamou zott. O Épica dos Reis (datado de 1010), do poeta Ferdusi conta uma história similar: vários milhares de ZottRom ou Dom (“homens”) partiriam do atual Sinde (pode ser do rio Indo) com objetivo de entreter o rei da Pérsia com os seus espetáculos.

A partir daí, depois de uma longa estância nessa região, e já descritos como um povo que rejeitava viver da agricultura, espalhar-se-iam em dois grupos migratórios: o primeiro, que tomou rumo oeste, atingiu a Europa através da Grécia; o segundo partiu para o sul, chegando à Síria, Egito e Palestina.

Banho para o amor, por  Cigana Madalena Spirit

1 maçã bem vermelha e bonita
1 potinho de mel
1 papel branco
1 lápis preto
2 pires brancos
1 copo com água
1 vela ao anjo da guarda (branca)
Punhado de açúcar

Modo de fazer: tire a tampa da maçã e faça um buraco no meio, retirando as sementes com cuidado, sem deixar vazar o conteúdo da fruta.  Coloque-a sobre um pires branco e reserve. Com lápis preto, escreva o nome completo da pessoa amada no papel branco. Por cima do nome da pessoa, escreva o seu nome completo.  Dobre o papel e coloque-o dentro da maçã. Complete com mel. Reserve.

Pegue o copo com água, acrescente um punhadinho de açúcar e reserve também. Usando outro pedaço de papel, escreva novamente os dois nomes, um em cima do outro. Coloque o papel dobrado dentro do copo com água. Se necessário, complete com mais água até bater na borda. Acenda a vela (sobre o segundo pires) e reze para Santa Sara Kali, fazendo seu pedido com fé. Após realizar o ritual, jogue os restos da vela no lixo, enterre a maçã num vaso e jogue a água do copo por cima (os papéis estarão quase desmanchados). Reutilize os pires e o copo normalmente depois de lavá-los.

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