Atabaques, Ogans, umbanda, som

Na Umbanda os atabaques são imprescindíveis. O som tem uma representatividade importante nos nossos corpos energéticos e fazem com que vibremos de acordo com o ponto cantado o que facilita as incorporações, intuições e trabalhos dentro do Templo ou Terreiro.

O atabaque é composto de três elementos naturais que são: madeira, ferro e couro.

A madeira é regida por Xangô e tem a função de equilibrar a vibração do som e sustentar o cumprimento da justiça divina durante os trabalhos.

O ferro é regido por Ogum e tem a função de fortalecer o trabalho realizado no atabaque, dando garra e força aos Ogans. Essa regência proporciona um aporte energético que ajuda os Ogans a enfrentar as dificuldades que ocorrem durante os trabalhos na gira e para garantir a ordem.

O couro é regido por Exú e tem a função de atrair parte das energias condensadas acumuladas pelos trabalhos dentro do Congá, auxiliando na limpeza das mesmas. Quando o Ogan toca o couro do atabaque a vibração produzida pelo toque quebra a contra parte etérea destas energias dissolvendo-as no astral.

Sendo assim, o atabaque é responsável, juntamente com as entidades, pela manipulação de três energias básicas: sustentação, ordem e movimento.

Ao ingressar com o tabaque dentro do terreiro é iniciado um processo de limpeza para descarregar todas as energias depositadas no atabaque, desde a sua fabricação até o momento de ser comercializado. Após ser descarregado vai sedo emantado tanto pelo dono do atabaque, como pelos guias da gira que o vão energizando e ligando-o com a energia da casa.

Quando um Ogan esta bem desenvolvido é capaz de sentir qual é o ponto necessário pra cada momento da gira. Numa gira são tratados inúmeros casos e muitas vezes são necessários pontos específicos. Um bom Ogan sente a necessidade e com todo respeito vibra o ponto pelo Congá, satisfazendo os guias e mentores com um belíssimo trabalho.

O atabaque é um instrumento mágico, haja visto o que foi citado acima sobre a regência de Orixás, deve ser coberto e manuseado com respeito. Como instrumento mágico também não deve ser usado de forma profana mas sim dentro dos preceitos do terreiro. O Ogan chama o ponto para que os filhos de Santo o cantem junto com a assistência.

Pesquisa e texto Alex Gonzaga, Ogan do Espaço Holístico Dragão Dourado

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